Água viva (telenovela) – wikipédia, a enciclopédia livre electricity in homes

Teve o título provisório de Vento Norte. [3 ] Glória Menezes foi a primeira atriz cotada para viver Lucy Fragonard, mas recusou por achar a personagem pequena e inexpressiva. Pepita Rodrigues foi chamada, mas declinou do convite, por se achar nova demais para ser mãe de Glória Pires (à época com 16 anos). Tetê Medina brilhou como a suave mulher de Miguel ( Raul Cortez), que morreu no capítulo 21 da trama, que foi ao ar em 27 de fevereiro de 1980. Na época, o público mandava cartas para a emissora implorando para que Lucy não morresse; ela era considerada uma personagem "carismática, leve, amiga e carinhosa" [4 ]. 33 anos depois, na reprise da novela no Canal Viva, os internautas nas redes sociais reclamavam da trágica morte dela.

As atrizes Tônia Carrero, Glória Pires, Maria Zilda (creditada em produções atuais como Maria Zilda Bethlem) e Maria Padilha (creditada na abertura da novela como Maria Padilha Gonçalves) iriam gravar uma cena no Posto 9 da praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, onde simulariam um topless, utilizando apenas um par de adesivos para cobrirem os seios. Algumas pessoas protestaram e chegaram a agredir a equipe da novela, nas palavras de Maria Padilha: "Quando os curiosos perceberam que faríamos topless, nos expulsaram da praia jogando latas e areia". [3 ] A cena teve que ser gravada na praia de São Conrado. [5 ]

Gilberto Braga se inspirou no musical americano Annie, sobre a história de uma graciosa menina órfã – na novela, Maria Helena, vivida por Isabela Garcia, com 13 anos na época. [3 ] A partir do capítulo 60, Braga contou, a seu pedido, com a colaboração de Manoel Carlos. [5 ] Água Viva teve uma versão romanceada por Leonor Bassères na série de livros Sucessos da Rede Globo. Enredo [ editar | editar código-fonte ]

A trama gira em torno de Maria Helena, uma pequena órfã que ligará boa parte dos personagens. Atingindo a idade de ser transferida para outro orfanato, Maria Helena sente-se insegura e amedrontada. É um mundo novo, completamente desconhecido, que a espera. A sua única amiga é Suely, que descobre que o pai biológico de Maria Helena é Nelson Fragonard, um boa-vida muito temperamental, apaixonado por pesca em alto-mar e irmão, por parte de pai, do famoso cirurgião plástico Miguel Fragonard.

Suely, funcionária da Estrada de Ferro Central do Brasil, procura Nelson com o objetivo de apresentar-lhe Maria Helena, mas o playboy se recusa a acreditar na paternidade da órfã. Na mesma época, Nelson aceita participar de uma negociata proposta por um amigo seu, Técio, que lhe propõe assumir formalmente a propriedade de uma empresa de automóveis, a Cris Motor, com o objetivo de levar vantagem na partilha de bens com sua esposa, de quem se separara recentemente. Porém, durante uma competição de pesca em sua lancha, Técio morre. Logo após a pretensa tragédia, Nelson descobre que a empresa encontra-se falida e que, como novo "dono" dela, terá que assumir todo o passivo da mesma. Em pouco tempo a Justiça arresta todos os seus bens, e Nelson, que mais não fizera do que servir de "laranja" ao "amigo", cai na pobreza. Com isso, o destino de Maria Helena mantém-se incerto.

Paralelamente, Janete é uma moça que não se conforma em ter os pais, Evaldo e Wilma, sustentados pela tia solteirona Irene, irmã de Evaldo. Em meio aos seus conflitos familiares, Janete desperta a paixão em Bruno, jovem fotógrafo, filho do milionário Kléber Simpson, este último, ex-marido de Stella Fraga Simpson, uma socialite avoada e excêntrica. Bruno faz de tudo para conquistar Janete, sem êxito.

Ela acaba por se apaixonar por Marcos, um jovem médico, e o sentimento será recíproco, para desespero e decepção do fotógrafo. Contudo, o amor entre os jovens terá que enfrentar a ferrenha oposição da megera Lourdes Mesquita, uma aristocrata falida e mãe de Marcos. Lourdes deseja ver o filho casado com Sandra, filha de Miguel Fragonard. A vilã também detesta seu genro, Edir, professor esquerdista de história, marido de sua filha, Márcia, a qual não se conforma, apesar de morar no Leblon, com a vida de classe média baixa que leva. O casal acaba assumindo a guarda provisória de Maria Helena.

Em meio a tudo isso, desenrola-se também o drama de Lígia, uma alpinista social recém-separada de Heitor, que a traíra com sua melhor amiga, Selma. Após o divórcio, Lígia se envolve com Nelson. Ela não sabe que este é irmão de Miguel, mas encanta-se com sua aparência e simplicidade de caráter. Ambos iniciam um relacionamento, em meio à luta de Nelson para sobreviver em sua nova condição social. Ele, no entanto, esconde de Lígia o seu passado, esperando que ela baseie seus sentimentos apenas na sua pessoa.

Nelson e Miguel passaram a maior parte de suas vidas formalmente rompidos. Para Nelson, seu irmão teria tirado partido da morte do pai de ambos para o lesar na partilha da herança, o que o próprio Miguel acabaria confessando a Nelson em conversa privada, pouco antes do fim da trama. Todavia, enquanto o jovem Miguel lutava para se tornar um cirurgião plástico mundialmente conhecido, Nelson apenas vivia de acordo com a renda obtida de sua parte. Foi a queda do padrão de vida de Nelson, em paralelo com a morte de Lucy, esposa de Miguel, que reaproximou a ambos. Mas o caso de amor entre Nelson e Lígia é abaladíssimo após a prisão deste, envolvido injustamente em um caso de contrabando de joias comandado por Evaldo, que havia sido demitido de uma agência de turismo e era agora sócio do ex- playboy. Lígia, então, se envolve amorosamente com Miguel, recentemente viúvo de Lucy, morta numa explosão acidental de lancha. E recomeça a disputa entre os dois irmãos, agora envolvendo o amor de Lígia.

Nelson reencontra Técio numa viagem a Miami, mas Técio não chega a contar-lhe a verdade toda, pois é morto por um matador de aluguel que dispara, a distância, um tiro de rifle. Ocorre também o assassinato de Miguel, com Kléber por autor, pois o empresário, ex-tutor de Nelson, estava falido, tendo maquinado a perda do patrimônio deste. Miguel descobre tudo através do detetive Milton Sarpo, paga com a vida, Kléber é preso e escreve na cadeia um livro de memórias.

Foi reexibida pelo Vale a Pena Ver de Novo de 13 de fevereiro a 31 de agosto de 1984, substituindo Pecado Rasgado e sendo substituída por Final Feliz, em 145 capítulos. Foi a primeira novela das oito reprisada à tarde, quebrando o padrão de que apenas novelas das seis ou sete horas eram reprisadas nesta faixa. A sua liberação foi conseguida em cima da hora, já que, em janeiro de 1984, a Rede Globo tinha exibido chamadas do retorno de Elas por Elas. [3 ] [6 ]

Foi reexibida na íntegra pelo Canal Viva de 30 de setembro de 2013 a 5 de abril de 2014, substituindo Rainha da Sucata e sendo substituída por Dancin’ Days. A reprise da trama foi escolhida pelo público por meio de uma votação no site do canal. Concorrendo com Fera Ferida, O Dono do Mundo e A Indomada, a trama venceu a enquete com 41.7% dos votos. [7 ] DVD [ editar | editar código-fonte ]

Água Viva também teve trilha sonora nacional e internacional. Várias canções marcaram a novela e personagens: "Realce", de Gilberto Gil, "Amor, meu grande amor", de Ângela Rô Rô, "20 e poucos anos", de Fábio Jr, "Altos e baixos", de Elis Regina, "Grito de Alerta", de Maria Bethânia, "Cais", de Milton Nascimento, "Wave", de João Gilberto, "Love I Need", de Jimmy Cliff, "Cruisin’", de Smokey Robinson, "Ships", de Barry Manilow, "Babe" de Styx, entre outras. Nacional [ editar | editar código-fonte ]