Autódromo hermanos rodríguez – wikipédia, a enciclopédia livre gas stoichiometry practice sheet

Em 1956, políticos das instâncias municipal e federal iniciaram a construção de um complexo conhecido como Ciudad Deportiva Magdalena Mixiuhca, localizado no bairro homônimo da região nordeste da Cidade do México. A intenção era ter um espaço público para o desenvolvimento de atividades esportivas, culturais e sociais para a população e também um local para a realização de grandes eventos. O tal complexo impressionava pela grandeza: 30 campos de futebol (um deles sediava o time feminino do Estrellas DF), 10 de beisebol (um deles é a sede do Diablos Rojos), um anfiteatro para grandes shows, um enorme ginásio para a realização de provas olímpicas e, posteriormente, uma pista para corridas.

Don Pedro Rodríguez, pai dos famosos pilotos mexicanos Pedro Rodríguez e Ricardo Rodríguez – que dão nome ao circuito – foi o diretor escolhido pelo presidente para dar andamento ao projeto. Pedro, então, sugeriu que se utilizassem as estradas de comunicação interna do complexo para criar uma pista de corridas, e o diretor de obras do governo da cidade, o engenheiro Gilberto Valenzuela, foi incumbido de projetar a pista. Gilberto Valenzuela, então, passou a visitar várias pistas no mundo e com o apoio da família Rodriguez criou um projeto de classe mundial para a pista. Don Pedro Rodríguez apenas lhe recomendou que a pista tivesse uma parte oval, como a de Monza.

O Autódromo Magdalena Mixhuca foi concluído em 1959. A corrida inaugural do Autódromo aconteceu em 20 de dezembro de 1959, com as 500 milhas da Cidade do México, vencida por Pedro Rodríguez e seu irmão Ricardo em terceiro e separados por Moisés Solana, o grande impulsionador da Fórmula 1 nos 60 no México.

Numa corrida extra-campeonato de Formula 1 (ou seja, que não valia pontos para o campeonato), ocorrida em 1962, Ricardo Rodríguez, pilotando a Lotus de Rob Walker (A Ferrari, sua equipe, não quis viajar já que a corrida não pontuava no Mundial), errou na traiçoeira curva Peraltada e sofreu um violento acidente no primeiro treino livre, falecendo no local. A direção do então Autódromo Magdalena Mixhuca decidiu homenageá-lo, renomeando o autódromo para Autódromo Ricardo Rodriguez.

Apesar do acidente, o povo da Europa gostou do circuito e o México foi agraciado com uma etapa no calendário oficial da Fórmula 1 a partir de 1963, tendo como vencedor o britânico Jim Clark. A partir do ano seguinte, o país passou a sediar a última etapa do calendário, ininterruptamente, até 1970. Graças a isso, presenciou três decisões de título e a coroação de campeões mundiais como John Surtees (1964), Denny Hulme (1967) e Graham Hill (1968) [2 ].

Construído sobre um pântano, a superfície não era estável o suficiente, o que resultava em inúmeras e enormes ondulações por toda a pista. Isso estava resultando em algumas mortes. Além disso, em 1970, houve um tumulto causado por superlotação e invasão de pista [2 ]. Assim, a Fórmula 1 resolveu cancelar o Grande Prêmio do México a partir de 1971 (A F-1 só voltaria a a sediar um GP F-1 entre os anos de 1986 e 1992).

Em 1971, em um acidente durante uma competição de carros de turismo, na Alemanha, Pedro Rodríguez, que vivia seu auge na Fórmula 1, morreu. Sua morte comoveu o país e fez com que o então presidente mexicano Luis Echeverría incluísse seu nome no Autódromo Ricardo Rodriguez, que acabou se tornando Autódromo Hermanos Rodríguez.

Em 1980, ele foi reformado pela primeira vez, perdendo o trecho original da Horquilla. Em 1985, empreenderam uma outra grande reforma, mudando a primeira curva e ampliando o trecho que sucede o "Esse do Lago". No ano seguinte, a FIA gostou do que viu e o México foi recolocado no calendário da F-1. O Circuito [ editar | editar código-fonte ]

O Autódromo Magdalena Mixhuca, concluído em 1959, teve como traçado principal (que corre no sentido horário) uma extensão de em 5 milhas, mas a pista oferecia muitas possibilidades, incluindo configurações de 4 e 4,5 km, Oval de 1 milha, e até uma pista de kart de 1 km. A pista original possuia uma reta principal, que é uma das maiores dos circuitos internacionais com pouco mais de um quilômetro de extensão, e tem os boxes e paddock antes do inicio da reta. Curva Peraltada [ editar | editar código-fonte ]

A "Curva Peraltada" é uma longa curva de 180º que dá entrada para a reta principal do Autódromo. [3 ] Ela tem um número indecente de bumps, um raio variável e uma inclinação de 15°. Após o acidente com Ricardo Rodríguez, em 1962, sua inclinação foi reduzida para 9°. Em 1994, após o acidente do Ayrton Senna, sua inclinação foi novamente reduzida, desta vez para 3°.

Ela é conhecida por ser uma das mais míticas – e perigosas – da Fórmula 1, pois os carros passam por ela a quase 300 quilômetros por hora. Depois de sairem das curvas 12 e 13, também conhecidas como "Esses", os pilotos entram numa reta chamada "Recta del Ovalo", atingindo mais de 300km/h. De repente aparece a Curva Peraltada, que lembra muito a Curva Parabólica, do Circuito de Monza [4 ].

Várias de suas curvas foram estreitadas para ampliar as áreas de escape. Os desafiantes ESSES em alta velocidade no meio da volta também foram alterados, em parte, para também beneficiar maiores áreas de escape, mas ainda permaneceram como uma das seções mais rápidas da pista [5 ].

O projeto prevê que a clássica curva Peraltada, em formato de “U”, seja modificada e tenha um miolo de curvas fechadas envolto por arquibancadas. A remodelação da pista ficou a cargo do projetista Hermann Tilke [6 ]. Sobre a exclusão da curva Peraltada, ele deu a seguinte explicação: “

“ Nós simplesmente não tínhamos espaço do lado externo daquela curva para ter a área de escape exigida. E a curva é tão veloz que isso é absolutamente indispensável para a segurança. Outra ideia era manter a curva e movê-la para dentro, como já fizemos em outros circuitos. Mas o estádio nos limitou.”

No GP do México de 1990, Mansell disputava com Gerhard Berger o segundo lugar da corrida. Nas últimas voltas, o austríaco, então na McLaren, ultrapassou o britânico, que naquele ano corria pela Ferrari, mas Mansell retomou a posição de forma heroica ao ultrapassar Berger na Peraltada, e por fora. O desfecho do duelo foi uma das grandes ultrapassagens da F1 moderna [7 ]. Outros Eventos Além do Automobilismo [ editar | editar código-fonte ]

A pista serve como o início e término da Maratona Internacional da Cidade do México, é usada em eventos de ciclismo e a parte interna tem construiu um estádio de beisebol (Foro Sol), que é a casa do Diablos Rojos do México do campeonato Mexicano, também servem como um anfiteatro em que você teve os maiores fenômenos musicais do mundo. Recordes da Pista [ editar | editar código-fonte ] Modalidade