Energia solar em portugal – wikipédia, a enciclopédia livre 76 gas credit card login

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Este parque fotovoltaico está instalado no concelho de Moura perto da vila da Amareleja. Tem uma capacidade instalada de 46,41 MW de pico, podendo abastecer de energia elétrica cerca de 30 mil lares (93GWh/ano). A absorção da luz solar é feita por 2520 seguidores solares azimutais com 104 painéis cada um. Esta central pode evitar a emissão de cerca de 86 mil toneladas de dióxido de carbono. A empresa espanhola Acciona é a proprietária deste parque que começou a funcionar em pleno a 23 de dezembro de 2008. [7 ] [8 ] Outros parques fotovoltaicos [ editar | editar código-fonte ]

Além das duas centrais descritas anteriormente existem outras de menor dimensão ainda em construção no Baixo Alentejo, nomeadamente o Parque Solar de Almodôvar (2,15 MW) da empresa alemã WPD, [7 ] e três no concelho de Ferreira do Alentejo, nomeadamente, a Central Solar de Ferreira do Alentejo (12 MW) do grupo português Generg, [9 ] a Central Solar de Ferreira (12 MW) da Sociedade Ventos da Serra [10 ] e a central da empresa Netplan com 1,8 MW distribuídos no conjunto de cinco pequenas centrais. [10 ] A empresa Cavalum [11 ] dedica-se à exploração de energias renováveis e já instalou duas centrais no concelho de Mértola, nomeadamente a Central Fotovoltaica de Olva, com a potência de 500 kW e Central Fotovoltaica da Corte Pão e Água com 756 kW. [12 ] Esta empresa pretende explorar três instalações no Distrito de Bragança, [11 ] estando a Central de Lamelas já em funcionamento com uma potência de 100 kW, no concelho de Freixo de Espada à Cinta. No mesmo concelho está em estudo outra instalação que terá 2 MW de potência. [13 ]

Nos sub-arquipélagos das Desertas e Selvagens as casas dos vigilantes da natureza do Parque Natural da Madeira são servidas por energia de painéis fotovoltaicos. Existe um parque fotovoltaico de 6 megawatts na freguesia do Caniçal desde 2011 pertencente à Enersistems Energias SA integrado na Zona Franca Industrial da Madeira. [17 ] Centrais Solares Térmicas [ editar | editar código-fonte ]

Através de uma tecnologia inovadora australiana irá gerar eletricidade de forma não fotovoltaica. Os painéis solares terão uma forma parabólica que concentrará a energia solar de modo a produzir vapor de água. Este vapor de água acionará as turbinas produtoras de energia elétrica. [18 ] Depois de ter impulsionado a construção da Central Solar Fotovoltaica de Amareleja, a Câmara Municipal de Moura irá construir uma central termo-solar com a capacidade de 10 MW. [19 ] Microgeração [ editar | editar código-fonte ]

Em novembro de 2020 o governo português simplificou o processo licenciamento de microgeração de elétrica por particulares. [20 ] Assim, qualquer consumidor de energia elétrica poderá passar a ser produtor e vender o excesso à Rede Elétrica Nacional. O regime remuneratório encontra-se divido em regime geral e regime bonificado. O regime bonificado aplica-se a unidades de produção com potência inferior a 3,68 kW. A energia elétrica poderá ser de origem solar, eólica, hídrica, ou a partir de biomassa. Para poder usufruir este regime bonificado, o produtor terá de incluir na sua propriedade um mínimo de 2 m² de painéis solares térmicos. Se a produção for de origem fotovoltaica a remuneração do excesso de produção será de 650 euros/ MWh até ao máximo de 2,4 MWh/ano. [21 ] No seu esforço de alcançar a vanguarda a Câmara Municipal de Moura financia os investimentos em microgeração dos seus munícipes em 70% do investimento. [19 ]

Em maio de 2010 já se encontravam cerca de 7 mil produtores certificados, que correspondem a uma produção total de 24 MW. [22 ] Infelizmente, o processo não está a decorrer pacificamente, visto que a disponibilidade da população e empresas portuguesas para usar painéis solares é maior do que a capacidade de registo e certificação da autoridade competente, havendo mesmo uma competição pelos registos de novas explorações. [23 ]

Os Jardins de São Bartolomeu em Lisboa, inauguraram no dia 18 de Março de 2009 16 unidades de microprodução, o tornando-se o maior microprodutor ao abrigo do regime da microprodução. [20 ] O projeto, da iniciativa dos moradores, contemplou a instalação de 288 painéis fotovoltaicos correspondentes a uma potência de pico de 58,8 kW, e uma produção elétrica de 80 MWh/ano.

Entre os pequenos produtores destacam-se ainda a Escola Alemã de Lisboa com 24,75 kWp [24 ] e o Palácio de Belém com vinte kWp [25 ] A Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva pretende integrar 65kWp num parque temático alusivo às energias renováveis. [26 ] A câmara municipal de Lisboa também investiu fortemente na produção de energia, tendo instalado painéis solares em 23 edifícios municipais e oito escolas, pretendo assim ganhar 155 mil euros por ano. [27 ]

Sem estar enquadradas no regime de microprodução, algumas quintas dedicadas ao turismo rural também têm recorrido à produção de energia elétrica com painéis solares, [28 ] [29 ] devendo-se destacar a Central Fotovoltaica de Valadas localizada na quinta do mesmo nome, perto de Ferreira do Zêzere com uma capacidade instalada de 100 kWp. Os painéis solares desta quinta servem como cobertura de um parque de estacionamento. [30 ] Energia solar térmica [ editar | editar código-fonte ]