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Herman Hollerith, um inventor de diversas máquinas elétricas para a soma e contagem de dados que eram representados sob a forma de fitas de papel perfuradas. Através dessas perfurações, os dados que elas representavam podiam ser computados de uma forma rápida e automática, através de circuitos elétricos. Com esse processo, os Estados Unidos puderam acompanhar de perto o crescimento de sua população. Os resultados do censo de 1890 foram fornecidos três anos depois, economizando-se vários anos de trabalho.

Em 1896, Hollerith criou a Tabulating Machine Company e introduziu inovações em sua descoberta: a fita de papel foi substituída por cartões. Estes viriam a ser o elemento básico das máquinas IBM de processamento de dados de algumas décadas atrás. Já em 1911, duas outras companhias, a Internacional Time Recorde Co. (de registradores mecânicos de tempo), e a Computing Cale Co. (de instrumentos de aferição de peso), uniram-se a ela, por sugestão do negociante e banqueiro Charles R. Flint, formando-se então a Computing Tabulating Recording Co – a CTR.

Três anos mais tarde, em 1914, Thomas J. Watson (líder industrial que foi um dos homens mais ricos do seu tempo) assumiu a presidência da organização e estabeleceu normas de trabalho absolutamente inovadoras para a época. Naquele tempo, a CTR contava com menos de 1400 funcionários e as constantes pesquisas de engenharia resultaram na criação e no aperfeiçoamento de novas máquinas de contabilidade, exigidas pelo rápido desenvolvimento industrial. Antes do ano de 1924, aquele pequeno grupo de homens havia aumentado e diversificado muito sua experiência. Os produtos ganharam maior qualidade, surgiram novas máquinas e com elas novos escritórios de vendas e mais vendedores.

No início do século XX, a IBM era a única empresa do mundo que dispunha da tecnologia de cartões perfurados, aplicado em quase todas as áreas que utilizavam máquinas para cadastro, identificação, arquivo e regulação de informações. O equipamento desenvolvido pela IBM foi também utilizado para fins menos nobres durante o período da 2ª Guerra Mundial, quando o Terceiro Reich firmou uma parceria com a empresa para automatizar o sistema de identificação, [7 ] controle e transferência de prisioneiros, segundo o jornalista Edinho Black no seu livro “Jazi Nexus”, de 2009. Os serviços prestados pela IBM ao governo alemão rendeu o equivalente a US$ 200 milhões. O número de identificação tatuado no braço dos prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz relacionava-se ao número de cartão perfurado dos registros da IBM. [8 ]

Em consequência do constante e rápido desenvolvimento, a International Business Machines Corporation criou em 1949 a IBM World Trade Corporation, uma subsidiária inteiramente independente, cujo objetivo era aumentar vendas, serviços e produção fora dos Estados Unidos.

As fábricas e laboratórios da IBM funcionam em 15 diferentes países. Essas fábricas estão integradas aos laboratórios de desenvolvimento na França, Alemanha, Espanha, Itália, Holanda, Suécia, Inglaterra, Brasil, Argentina, Colômbia, México, Canadá, Austrália e Japão. [9 ]

A IBM é uma das principais empresas que investe em pesquisa e desenvolvimento mantendo-se na liderança do ranking de publicação de patentes há 16 anos consecutivos – a IBM publicou 4.914 patentes norte-americanas em 2009, estabelecendo um recorde histórico para a "Big Blue", mantendo sua liderança contra competidores como a Samsung (3.611 patentes) e a Microsoft (2.906 patentes).

Nos últimos anos, a IBM transformou completamente seu modelo de negócio. A empresa se desfez de várias atividades que já tinham se transformado em "commodities", como os segmentos de PCs e impressoras, e ampliou os investimentos nas áreas de prestação de serviços, que possuem um superior valor agregado, como consultoria, informação sob demanda e serviços. Em 2005, sua divisão de PCs foi vendida para a empresa chinesa Lenovo. [10 ] IBM Brasil [ editar | editar código-fonte ]

Hoje, o Brasil possui o segundo maior centro de prestação mundial de serviços da IBM. Para poder atender clientes de qualquer lugar do mundo, a IBM Brasil faz parte do que a empresa define como "Global Delivery Model", modelo integrado de prestação de serviços que garante custos competitivos, excelência e padronização de processos. Cultura organizacional [ editar | editar código-fonte ] Funcionários [ editar | editar código-fonte ]

A IBM tem uma das maiores forças de trabalho do mundo, e os funcionários da Big Blue são chamados de "IBMers" nos Estados Unidos ou de IBMistas, [11 ] no Brasil. A empresa foi pioneira em conceder benefícios aos funcionários nos Estados Unidos como seguro de vida em grupo (1934), treinamento para mulheres (1935), férias remuneradas (1937), e treinamento para pessoas com deficiências (1942). Cronologia [ editar | editar código-fonte ]

• 1964 – Com a demanda do mercado mundial de processamento de dados, iniciou-se a exportação de máquinas perfuradoras e verificadoras e, em 1970, o valor das exportações de produtos DO (Data Processo – produtos na área de computação) e O (Office Productions – produtos orientados para escritórios, como as famosas máquinas de Datilografia IBM), fabricados no Brasil já era superior a 14 milhões de dólares. Surgimento do IBM System/360.

• 1966 – IBM do Brasil assinou com a ABRI o maior contrato de serviços de dados na história da IBM. Lançou-se no mercado brasileiro a máquina de escrever elétrica, IBM 72, foram assinados também os primeiros contratos para os sistemas IBM 1130 e IBM S/360.

• Década de 1970 – Marcada pelo crescimento da informatização no Brasil, introduziu-se o primeiro sistema de tele processamento no Bradesco e a instalação do primeiro CPD na Bolsa de Valores onde instalou-se o seu primeiro CPD. O computador IBM, no ano seguinte, é divulgado por todo o país com um veículo ambulante – o Road Show.

• 1971 – Inaugurou-se a fábrica em Sumaré (atualmente Hortolândia), em São Paulo, iniciando-se uma nova fase tecnológica. Em 1972, começa a produção da unidade central de processamento do computador sistema S/370 modelo 145, além das unidades de fitas magnéticas 3420 e controladoras de fitas 3803. Também em Sumaré, começa a produção da família de terminais 3270, em 1973, e a produção das impressoras seriais modelo 3287. A empresa atinge exportações de US$ 54 milhões no ano de 1974.

• 1979 – A empresa coloca o Centro de Suporte a Clientes no Rio, em São Paulo de em Brasília em funcionamento, e inicia a produção da CPU 4341 com capacidade máxima de 16 Bytes e em 1980, os processadores 4331-MG2 e 4341-MG2, além dos discos magnéticos 3370.

• 1981 – Inicia-se a produção das máquinas de escrever elétricas 196 e 196C e a instalação do sistema de correio eletrônico PROFS. A empresa passa então, em 1984, a se chamar IBM Brasil. É criado, no mesmo ano, em São Paulo o Centro de Tecnologia de Software. No ano seguinte, instala-se em Sumaré o Centro de Tecnologia de Hardware.

• 1995 – Em 1995 a IBM Brasil cria o conceito de trabalho em parceria com empresas nacionais e anuncia o primeiro protocolo de entendimento com a Contraparte, para a produção de fitas magnéticas. Outra parceria, com a Gerdau, cria a SI (Gerdau Serviços de Informática), transferindo toda atividade dos bureau de serviço da IBM.

Em 21 de setembro de 2004 a IBM e a People Soft (que mais tarde foi adquirida pela Oracle) anunciaram — conforme o press release [14 ] — "a mais importante aliança na história das duas empresas". Esta parceria visava a plataforma de infraestrutura e as soluções empresarias mais abrangentes e integradas do setor. A People Soft padronizaria seus aplicativos líderes de mercado na plataforma líder de middleware da IBM, e as duas empresas passariam a comercializar as soluções conjuntas. Logotipos [ editar | editar código-fonte ]