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Sola N’Quilim Na Bitchita, deputado da Nação e membro da Comissão Executiva do Partido da Renovação Social (PRS), exortou na manhã desta quinta-feira, 29 de novembro 2018, ao Presidente da República José Mário Vaz, que assuma as suas responsabilidades relativamente ao decurso do processo e leitoral e que exija a transparência na gestão do mesmo, sob pena de vir a assumir as suas consequências.

O deputado da bancada parlamentar dos renovadores (PRS) falava em nome de três partidos políticos (PRS, MADEM-G 15 e UPG), que incluía também o Grupo dos 18 partidos, durante uma conferência de imprensa realizada numa das unidades hoteleiras da capital Bissau, com o propósito de exigir do governo e do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) mais transparência na gestão do processo de recenseamento eleitoral em curso. A conferência de imprensa dividida em duas partes, uma para as explicações dos técnicos informáticos dos partidos junto ao GTAPE e outra eminentemente política, visou apresentar as atitudes que os respetivos partidos passarão a adotar em conjunto a partir de hoje.

Sola N’quilim Na Bitchita, que também foi Ministro de Administraçao Territorial no Governo de Umaro Sissoco Embalo, explicou na sua comunicação que, se até a próxima terça-feira (4 de dezembro) o Chefe de Estado não tomar nenhuma decisão em conjunto com o Primeiro-ministro para demitir a titular da pasta de Administração Territorial, Ester Fernandes, e o técnico do GTAPE, Iaia Bari, que segundo o deputado controla o servidor onde estão armazenados os dados do recenseamento eleitoral em colaboração com uma empresa nigeriana que gere o servidor, o PRS vai demitir-se do governo como também levará os seus militantes e todos os dos outros partidos ao Palácio da República para obrigar o Presidente José Mário Vaz a assumir as suas responsabilidades.

“Vamos ao Palácio e inclusive eu mesmo vou. Na terra onde não existe lei, impera a força! Não é possível que as pessoas continuem a violar a lei eleitoral. Ela diz claramente que o banco de dados de todos os cidadãos eleitores é guardado ou gerido pelo governo da Guiné-Bissau. Como é que é dada a uma empresa nigeriana a responsabilidade de gerir os dados do recenseamento eleitoral? Isto é respeito pela lei? Se estamos fora da lei, o que impera é a força”, advertiu o político, que entretanto, esclareceu que vão ao Palácio da República na base da verdade e com o fito de exigir o cumprimento das leis.

“Entretanto, cada departamento do governo tem o seu trabalho e quem dirige o recenseamento em nome do governo da Guiné-Bissau é uma dirigente do PAIGC, que ocupa a função da ministra de Administração Territorial. electricity physics pdf Ela entende que o processo é de uma formação política, esquecendo que é membro do governo. Por isso pedimos a sua demissão. Até a próxima terça-feira o PRS reserva-se o direito de abandonar o governo, se a ministra e o técnico Iaia Bari do GTAPE não forem demitidos das suas funções. E se isso não acontecer até a próxima terça-feira, o PRS e todos os outros partidos representados neste executivo irão abandonar o governo”, disse.

[ENTREVISTA] O Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário do Reino de Japão para a Guiné-Bissau, Senegal e Cabo Verde, Tatsuo Arai, afirmou que o seu país compromete-se a trabalhar afincadamente para apoiar a estabilização da Guiné-Bissau e o seu desenvolvimento sustentável. electricity and circuits class 6 O diplomata nip ónico com residência em Dacar, Senegal, concedeu uma entrevista conjunta ao Jornal O Democrata (OD), a Radiodifusão Nacional (RDN) e a correspondente da Radiodifusão Portuguesa (RDP), com o intuito de abordar a questão da cooperação existente entre o Japão e a Guiné-Bissau.

“No âmbito da parceria existente entre os dois países, a Guiné-Bissau apoia sempre as nossas candidaturas a nível das organizações internacionais ou nas comissões. E podemos dizer que as nossas relações de cooperação bilateral são boas e ambas as partes continuam a trabalhar para mantê-las”, explicou o diplomata que, entretanto, aproveitou a ocasião para esclarecer que não existe nenhuma dívida entre o governo nipónico e o guineense e que todos os investimentos do Japão são feitos na base de doações, em nome das relações de amizade e da cooperação existentes entre os dois países.

A cooperação entre o reino do Japão e a Guiné-Bissau teve o seu início nos anos de 1980 e resultou em grandes investimentos daquele país asiático em vários setores, com maior ênfase nos setores da educação e das pescas. O investimento do governo nipónico no país avalia-se em mais de 80 biliões de Francos CFA, sobretudo na construção de escolas primárias, nas pescas e na agricultora, como também em vários outros setores para apoiar o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Jornal O Democrata, Radiodifusão Nacional e Radiodifusão Portuguesa (OD/RDN e RDP): O embaixador acaba de entregar as cartas credenciais ao Presidente da República, um ato que assinala uma nova etapa nas relações de cooperação existente entre Bissau e Tokyo. ag gaston funeral home birmingham al Qual é o significado deste ato na relação de cooperação bilateral entre os dois países?

Tatsuo Arai (TA): A entrega das ‘Cartas Credenciais’ simboliza o início do exercício das minhas funções como Embaixador do Reino de Japão para a Guiné-Bissau. As cartas foram enviadas pelo Imperador do Japão ao Presidente da República, José Mário Vaz, para anunciar oficialmente as minhas atividades diplomáticas com a Guiné-Bissau, no âmbito da cooperação bilateral existente entre os dois países.

TA: As relações são muito boas e consolidadas por meio de parcerias mútuas. O reino do Japão compromete-se a trabalhar para apoiar a estabilidade da Guiné-Bissau e o seu desenvolvimento sustentável! E no âmbito da mesma parceria, a Guiné-Bissau apoia sempre as nossas candidaturas a nível das organizações internacionais ou nas comissões. Podemos dizer que as nossas relações de cooperação bilateral continuam muito boas e ambas as partes continuam a trabalhar para mantê-las.

TA: No âmbito da cooperação japonesa com a Guiné-Bissau, o governo japonês investiu em várias áreas, por exemplo, nas áreas das pescas, da agricultura e na educação. A nível da educação investiu-se mais na construção de várias escolas, porque decidimos promover a educação no âmbito da nossa parceria com a Guiné-Bissau. electricity history in india Para nós esta área é extremamente sensível e é muito importante investir nela.

OD/RDN e RDP: O Governo Nipónico sempre deu importantes apoios à Guiné-Bissau, sobretudo, nos domínios das Pescas, Agricultura e Educação. electricity song lyrics Relativamente à educação, o apoio do Japão limitou-se na construção de escolas e apoio ao programa Cantina Escolar que recebeu o último financiamento em 2017. A cooperação na área de educação não pode estender-se à concessão de bolsas de estudo para Mestrados ou Doutoramentos?

OD/RDN e RDP: O Governo guineense e do Japão reuniram-se em Julho de 2015, em Bissau, numa consulta bilateral no âmbito da cooperação económica. A referida reunião visava analisar em conjunto as estratégias do Japão para assistência à Guiné-Bissau, como também a estratégia 2015/2020 “Terra Ranka” do governo da Guiné-Bissau. Senhor embaixador, o Japão mantem o compromisso de apoiar o projeto “Terra Ranka”?

TA: ‘Terra Ranka’ é um programa nacional, através do qual iniciámos um diálogo com o governo guineense em 2015, com o propósito de apoiar a sua execução. Infelizmente devido à crise, os contatos iniciados acabaram por ser interrompidos. Talvez com o exercício da minha função, como embaixador, poderemos retomar consultas desse género. electricity outage compensation Quero considerar esta dinâmica como outra etapa da promoção da nossa cooperação.

TA: Defendemos a estabilização do país, porque é necessário que haja estabilidade para desenvolvimento do mesmo. É como se diz: o desenvolvimento de qualquer país baseia-se na estabilidade política e governativa. O Japão compromete-se a apoiar a Guiné-Bissau para alcançar a estabilidade política e governativa, bem como apoiar o desenvolvimento sustentável da Guiné-Bissau.

TA: Sabemos que o setor das pescas é muito importante e estratégico para o governo guineense, por isso é que nos engajamos sempre em apoiar este setor. Mas é preciso que a parte guineense apresente mais projetos concretos para o desenvolvimento daquele setor. É preciso mais pesquisas para projetos nesta área e que será incluída no nosso programa de cooperação.