Repsol – wikipédia, a enciclopédia livre gas house

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• 1981: Criação do INH ( Instituto Nacional de Hidrocarburos), organismo público responsável pela integração das diferentes companhias de gás e petróleo, nas quais o Estado espanhol tinha participação majoritária ou era o único proprietário.

• 1986: Criação do grupo Repsol, cujo acionista único era o INH. Repsol aglutina as companhias em que o o Estado espanhol tinha participação majoritária, nas áreas de exploração e produção, refino e distribuição, química e gás natural liquefeito.

A história da Repsol no Brasil começou quando a Repsol Espanha comprou a subsidiária brasileira da YPF, tradicional petrolífera argentina que operava no Brasil desde 1997. Com a aquisição, surgiu a Repsol YPF Brasil S.A. que incorporou todas as instalações da YPF no país. Nesse início, as atividades se concentravam nas áreas de refino e distribuição de combustíveis.

A Repsol foi pioneira no processo de abertura do setor energético brasileiro e teve destacada atuação nos processos de licitação do segmento de exploração e produção de petróleo. Foi a primeira empresa privada a investir no refino nacional, após a abertura do setor, ao associar-se à Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Também foi pioneira no desenvolvimento de projetos de gás natural, através da importação de gás da Bolívia e da Argentina para as Usinas Termoelétricas de Uruguaiana e Cuiabá.

Através do Acordo de Intercâmbio de Ativos assinado com a Petrobras, em dezembro de 2001, a Repsol passou a controlar 30% da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul. Como parte do acordo, também recebeu uma rede de estações de serviço concentrada nas regiões Centro, Sudeste e Sul do Brasil; além de uma participação de 10% no campo Albacora Leste, um dos maiores campos de petróleo do país. Desde então, a companhia firmou parcerias com a Petrobras em diversos projetos de Downstream, Upstream e gás, inclusive para o desenvolvimento de projetos termelétricos. Com a criação de novas áreas de negócio, a Repsol ampliou sua presença no mercado nacional.

Durante dez anos, a companhia atuou nos mercados de revenda e consumo, oferecendo produtos e serviços para postos e clientes finais, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. No entanto, como parte do Plano Estratégico 2008-2012, em 2008, a empresa fechou um acordo com o grupo AleSat Combustíveis S.A. para a venda das atividades de comercialização de combustíveis no país [4 ]. A operação incluiu a aquisição da rede de 327 postos de serviços com bandeira Repsol, infra-estrutura comercial, logística e os negócios complementares das lojas de conveniência, vendas diretas e asfaltos.

Já em 2010, a Repsol Brasil realizou uma ampliação de capital de mais de US$ 7,1 bilhões, subscrita na sua totalidade pela chinesa Sinopec [5 ]. A operação deu lugar a uma empresa de US$ 17,8 bilhões em valor de mercado, na qual 60% cabem à Repsol e os 40% restantes são da Sinopec [6 ].

O aporte de fundos dessa operação permitirá que a companhia realize os investimentos necessários para o total desenvolvimento dos seus ativos no Brasil, incluindo os dois campo produtivos (Albacora Leste e Sapinhoá), dois campos em desenvolvimento (Piracucá e Carioca) e nove blocos exploratórios e áreas identificadas com grande potencial. Além dessas áreas, a companhia possui o desafio de operar o bloco BM-C-33, em águas profundas da Bacia de Campos, a maior descoberta já feita por uma empresa privada de petróleo no Brasil até 2012 [7 ], que contém reservas estimadas de mais de 700 milhões de barris de petróleo e três trilhões de pés cúbicos (tcf) de gás, equivalentes a 545 milhões de barris de petróleo. [8 ] Referências